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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Centre Canadien d'Architecture...

Continuando a série de idas aos museus, hoje foi dia de checar as exposiçoes no centre d'architecture... como o proprio nome diz, nao se trata exatamente de um museu, mas de um centro de pesquisas em arquitetura com um plus a mais em forma de museu...


No momento as principais exibiçoes sao: Architecture in Uniform: Designing and Building for the Second World War e The Good Cause: Architecture of Peace. Fiquei super impressionada com ambas...

A primeira, arquitetura e design para a Segunda Guerra foi um pouco desconcertante... começando pela propaganda, arquitetura da industria bélica, de bunkers, camuflagem industrial (fiquei chocadinha com projetos de camuflagem de cidades inteiras!! sem contar a quantidade de manuais de camuflagem existentes... nao tinha ideia que havia tanto enfoque nisso...)... arquitetura do tribunal de Nuremberg, da reconstrucao e da reciclagem no pos-guerra... achei tudo muuito interessante!

A segunda, menor em tamanho, também me pos a pensar um tiquinho... ainda estou digerindo algumas coisas sobre a arquitetura nas missoes da paz da ONU e no trabalho das ONGs... novamente, muuito interessante!!

Enfim... para quem gosta de museu, de arquitetura, de segunda guerra ou de fazer programas gratuitos, vale a pena ir até la conferir... A entrada é gratuita todas as quintas, a partir das 17:30.

:)

P.S.: Pas de photo... esqueci de tirar da fachada e dentro do museu é proibido...

domingo, 10 de julho de 2011

Musée d'Art Contemporain

O segundo museu da minha série de visitas veranis 1-800 foi o de arte contemporânea...

Muito, mas muito, cheio, mas bem interessante... o único ponto negativo do museu foram os seguranças que insistiam nos avisos de 'não tocar' mesmo nas obras interativas... numa das obras tivemos a sorte de ter a diretora do museu do nosso lado, que deixou a gente interagir com a obra e explicou ao segurança que isso era permitido...

Eu, que curto alguma coisa de arte contemporânea (sempre vou para museu de arte contemporânea com o coração aberto, mas nem tudo me agrada...), gostei bastante do acervo... muita coisa também não me agradou, confesso, mas é por essas e outras que não sou curadora de museu de arte contemporânea... hehehe...

Um dos artistas que mais me chamou a atenção foi o Gary Hill, com sua instalação Dervish, na minha humilde opinião uma das obras mais interessantes do acervo. Soliloquy da Shirin Neshat também me cativou bastante. Tinha mais um monte de coisa interessante, mas como é proibido tirar foto, e eu fiquei com preguiça de anotar nome de artista, fico devendo... ou melhor, fica a dica de ir até lá!

:)

domingo, 3 de julho de 2011

Musée McCord...

Hey peeps!

Já que o curso de francês acabou, resolvi que uma das coisas que eu quero aproveitar durante o verão é a entrada gratuita que alguns museus oferecem às quartas-feiras (normalmente das 17h até o fechamento)... o museu desta quarta (29.06... outro post atrasado), como o título já diz, foi o McCord.

E minha gente, que museu bacana!! Vi 4 exposições e todas foram bem interessantes...

A primeira, 90 Treasures, 90 Stories, 90 Years, celebra o aniversário de 90 anos do museu com 90 itens selecionados de seu acervo... fiquei bem impressionada...


O quilt mais antigo das Américas...
Um estudo de George Back (1800 e poucos) sobre Auroras Boreais...

Vista de Montréal em... não tenho idéia... esqueci de anotar... :(

Foto do William Notman de 1800 e alguma coisa... na verdade uma composição... cada pessoa foi fotografada individualmente e depois de tudo montado, foi colorida... 

Camisa do Maurice Richard... feita de tricot, e super pequena (junção do tamanho do jogador e da ausência da proteção que se usa hoje em dia)... 
Outra coisa legal: uma vez por mês o museu convida um artista montréalais para falar sobre algumas das peças... e eu tive a sorte de, sem querer, ir bem num desses dias... A artista? Fotografa Heidi Hollinger que também apresenta este programa aqui na TV5 (Ports d'Attache). Agora fiquei curiosa para voltar no dia 20.07 para ver o que Melissa Mongiat e Mouna Andraos (criadoras do 21 Balançoires) escolheram...

A segunda exposição Simply Montréal: Glimpses of a Unique City, também é bem interessante... montra um pouco da vida de Montréal nos antigamentes... o que mais me impressionou  foi o comércio de gelo feito a partir das águas congeladas do São Lourenço... hehehe... sério... a forma como eles cortavam o gelo no rio, transportavam blocos enormes pela cidade e na fábrica iam cortando e cortando até ficarem do tamanho dos nossos cubinhos de gelo me deixou meio em choque (sim, eu sou facilmente impressionável... haha)

A serrinha para cortar o gelo no rio... 
Outra obra mó legal é o Panorama de Montréal feito pelo fotógrafo André Cornellier. O painel, composto por mais de 1300 fotos 20x30cm, é uma visão de 360º da cidade a partir de uma fábrica na 222 Dominion Street... infelizmente, foto nenhuma que eu tirei do celular vai mostrar a beleza do negócio... o panorama, que começa na primavera e termina no inverno, é uma homenagem a um outro panorama feito em 1896 pelos estudios Notman*... 

A inspiração... o primeiro panorama de Montréal...
O panorama de André Cornellier...
 
 * O Museu tem um acervo incrível só de fotos e parafernalhas fotográficas do William Notman e de seu estúdio... fiquei maravilhada!! Acho tão triste que no Brasil quase não se conseguiu preservar esses tesouros... e aqui tenho que dizer que parte da culpa é do clima...

Por fim, uma exibição menor, The Indian Act Revisited... arte contemporânea... artistas indígenas... uma visão bem interessante sobre o Indian Act. Confesso que aqui faltou um pouco de conhecimento meu a respeito do Indian Act, mas acho que essa é uma das razões que me faz gostar tanto de museus... incita o aprendizado... me faz conhecer mais, especialmente aqui... acho extremamente importante conhecer a história, as leis, a cultura, para ter o que conversar com os canadenses... um exemplo bem besta: na festa do Canada Day, a apresentadora, ao anunciar um dos músicos disse: 'she's from the maritimes, she's red haired but she's not who you're thinking of' (ou algo muito próximo disso).. eu olhei para a cara da amiga e perguntei: 'Huh?', amiga respondeu: : Anne of Green Gables... e eu: "Aaaaah...." (já ouvi falar, mas nunca li...)... é o tipo de coisa que acontece muuuito comigo... e olha que eu me considero uma pessoa relativamente antenada... :/ Enfim, faz parte do processo de imigrar...

Acho que disse tudo que tinha para dizer... Musée McCord é show! Vale a pena ser visitado!

:)

sábado, 4 de junho de 2011

La journée des Musées Montréalais, impressões...

Ao invés de arrumar a casa pós mudança, passei o domingo batendo perna em museu... hehehe...

Lá no primeiro post sobre o assunto disse que queria ver os seguintes museus:

-Musée McCord
-Musée des Beaux-Arts (exército de terracota)
-Pointe-à-Callière
-Musée de l´Holocauste

No fim das contas descobri que o McCord, assim como quase todos os museus em Montréal, possui dias em que a entrada é gratuita (normalmente quartas-feiras no fim da tarde), e logo cortei da lista... dos que não ofereciam esse  tipo de entrada gratuita regularmente, só ficou na listinha o Pointe-à-Callière e o Beaux-Arts...

Chegado o domingo, desisiti da fila do Beaux-Arts (acho que meia Montréal teve a mesma idéia e a fila estava enoorme) e parti para o Pointe-à-Callière... também tinha fila, mas foi super tranquilo entrar, e, minha gente, que museu bacana!! Vale super a pena!! Agora eles estão com uma esposição sobre o vinho bem interessante!! E as ruínas do local de fundação de Montréal também é show de bola...

Primeira vez que vejo um hieróglifo egípcio de pertinho!! Merci, Pointe-à-Callière! 
Depois do museu, pausa para comer empanadas, tomar um chai e ouvir uma música cubana no Cultures Gourmandes de Pointe-à-Callière (tenho que dizer que amo essas misturebas culturais! Chai com empanadas é algo que só Montréal faz pra você!) e foi uma pena que estava chovendo...

Mesmo com a chuva, alguns animados arriscavam dançar...
Dei uma passadinha rápida pelo museu de ciências que fica ali do lado (lotaaadooo) o próximo destino foi o Planetarium que não estava na minha lista, mas estava na lista da amiga, e, apesar da fila que custava a andar, também valeu a pena! Desde que cheguei estava me sentindo estranha por não conseguir identificar nenhuma estrelinha no céu (cheguei a sentir falta do Cruzeiro do Sul e das Três Marias! hehehe), agora meus problemas acabaram! Sei como encontrar a Estrela Polar, a Ursa Maior, o Leão, a Lira e a Cassiopéia!!

Coisas que eu descobri...
- o povo sai para ver museu mesmo com chuva (lindo, né!!);
- a consequência: as filas são de amargar (no pain, no gain);
- vale a pena para aproveitar apenas os museus que não tem dias especiais com entrada gratuita - planejamento e perder um tempinho nos sites dos museus para ver esse tipo de informação antes é essencial, com certeza o tempo vai ser menor do que o da fila que você enfrentará no dia;
- esse evento fará parte do meu calendário anual.

:)

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